Abro janelas e em seguida me canso. Vejo os esforços para os prometidos quinze minutos, segundos, de fama. Esforços para sermos incluídos em grupos. Esforços pra compartilhar com todo o universo, conhecido ou não, preferências, desejos, posses e opiniões. Como se fosse impossível ver um filme, ler um livro, ir, comer, comprar, beber sem compartilhar. Como se aquilo que não foi compartilhado não existisse. A necessidade de uma vida televisionada e a pouca importância do conteúdo real. Como se um livro fosse lido apenas para se transformar em símbolo, um atestado de que se pertence a este grupo e não àquele. Transformamos a vida nesse nada, e eu quero é descobrir como dar o fora disso.
